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ago 31 2017

Curso Yoruba. UERJ. Ministrado por Pai Marcio de Jagun

Sobre o autor

tomeje

Axé à todos. Sou o Tomeje. Iniciado em 27 de outubro de 1987 para o Orixa Ogun. Desde que conheci a religião dos Orixás eu sempre me preocupei em apreender qual a função da religião e da religiosidade na vida das pessoas. Eu quero entender como isso funciona. Como a religião e a religiosidade formam a fé de alguém. São muito anos de perguntas, muitos questionamentos pessoais e poucas respostas e creio que seguirei assim, aprendendo sempre.
Agora, graças a essa nova tecnologia, tenho uma oportunidade de interagir e trocar experiencias e vivencias dentro da religião e assim aprender uns com os outros. Eu mais que vcs, com certeza, aprendo a cada pergunta.
Eu tento compreender a nossa religião pensando sempre numa comunidade que se ajuda mutuamente. E não é diferente neste meio de comunicação, que assim como os livros, discos, cadernos, fitas, dvd's e outras ferramentas de divulgação de conhecimentos, este blog é somente mais uma forma de comunicação.
Porém este nova possibilidade não deve ser pressuposto para descuidarmos do aprendizado com nossos mais velhos nas roças, no seu dia a dia. Ainda que por vezes seja difícil, eu aprendi que é na roça que se vive a realidade da religião.
Meu trabalho aqui é muito mais do que só falar e responder questionamentos a cerca da religiosidade. Meu objetivo é promover a discussão de assuntos que nos afetam direta ou inderetamente, é lembra-los que somos parte do TODO, que somos uma só comunidade e que o indivíduo, apesar de dos seus anseios pessoais, está inserido numa família de axé e, neste contexto, quanto mais se pensa coletivamente, mais o individuo se fortalece.
Candomblé só se faz no coletivo.
Sejam todos muito bem vindo a este projeto e que nossos queridos Orixas nos encaminhem sempre no melhor destino. Axé, Tomeje.

21 comentários

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  1. Henrique

    Asè

    Como faço para me inscrever no curso em yoruba na Uerj?

    Mo dupe

    Henrique – 21983445170

    1. tomeje

      Henrique seja bem vindo. O curso tem sido muito procurado e o melhor caminho é ir direto na UERJ e fazer a inscrição lá mesmo. Ou tente o email ori@net.br

  2. Julia

    Olá Tomeje boa noite!Meus parabéns pelo blog!. Fiquei muito feliz em encontra-lo nas minhas buscas por respostas e vejo em você a gentileza e o cuidado que TODOS os sacerdotes deveriam ter com aqueles que os procuram.Infelizmente muitos acabam se afastando por não terem tido um tratamento atencioso, cuidadoso, enfim.. Também não estou aqui para julgar.
    Minha dúvida não tem a ver com o post acima porém achei mais adequado comentar no mais recente. No momento não estou em nenhuma casa, fui médium de terreiro de umbanda durante muitos anos, mas percebi que minhas necessidades espirituais mudaram e por isso decidi não me comprometer mais. Minha história é bem longa portanto irei resumir para que fique claro o meu questionamento.
    Minha mãe quando estava grávida frequentava um barracão, com 6 meses de gestação foi alertada pela médica que poderia me perder e decidiu recorrer à espiritualidade. Buscou sua mãe de santo e foi feito um trabalho para Omolu/ Obaluae(o qual ela não sabe me explicar direito devido a sua ignorância sobre a religião na época-acrescento ainda que minha mãe apesar de ter bolado não chegou a fazer a feitura, simplesmente depois de muito se decepcionar não voltou mais ao candomblé ). Na época a mãe de santo a alertou que eu iria nascer “médium pronta” e que não precisaria fazer santo pois eu era ” Abiku ” e disse ainda para que ela nunca deixasse ninguém pôr a mão na minha cabeça pois eu poderia ficar louca. E assim ela fez me colocando muitos medos a respeito disso ao longo da minha vida toda. Porém sempre fui frequentadora de barracões , tenho fé nos Orixás e sei que tenho alguma ligação com o candomblé pois em todos os jogos, sem exceção, os pais e mães de santo diziam que eu tinha mto santo pra cuidar e que tenho”cargo no santo” (ouço isso a vida inteira sem querer ser exagerada). Mas devido à essa resistência que me foi colocada a vida inteira nunca quis me comprometer e me iniciar.até porque achava que isso só aconteceria se eu bolasse. Rs
    Para minha surpresa a uns meses atrás fui à festa de 3 anos de feitura de um amigo e não bolei, e sim me senti mal, como se fosse desmaiar. Taquicardia, corpo sem forças como se a pressão tivesse baixado subitamente, pernas e mãos dormentes e formigando e de repente virei na hora que uma Oxum estava dançando.Em todos os anos de contato com a religião essa foi a primeira vez que aconteceu isso comigo.Enfim comecei minha busca e ainda sinto muito muito medo mesmo de me iniciar, porém no jogo de búzios me foi dito que Oxum Iaponda estava querendo a minha dedicação, mas não era necessário feitura de urgência. Desde então tenho ido com mais frequência não só neste barracão do meu amigo, como no que a minha tia e primas são filhas e todas as vezes meu santo vira!As tres primeiras com a postura curvada e mãos uma encima da outra na barriga, agora mãos na barriga mas a postura mais reta. Isso significa que o Orixá mudou? Ou é apenas uma adaptação do meu corpo ao Orixá? Existe a possibilidade de uma pessoa enlouquecer? (De acordo com a situação descrita pela minha mãe) Tenho muitas outras perguntas mas deixa para outro momento. Outra coisa, você pode dizer onde fica a sua casa de santo? Fica no Rj?
    Asè!

    1. tomeje

      Júlia seja bem vinda ao blog. Que bom que mesmo com todos estes medos vc chegou aqui este ponto da sua caminhada. Ser abikú é uma condição “normal” não há uma excepcionalidade nisso. Mas muitos falam como se isso fosse o fim do mundo, e não é. Também não é correto afirmar que alguém nasceu pronto sem a necessidade de ser iniciada, isso não existe, todos precisam ser iniciados sim. Que lindo seu orixa virar em vc, isso é lindo de fato. Em geral as pessoas tem medo deste fenômeno. Quanto a questão da postura curvada ou ereta, tem muito mais a ver com o médium do que com o orixa. Mesmo a posição das mãos isso vai também da cabeça do médium e o orixa vai aos poucos se aprumando e tomando seu lugar, entende? Não se preocupe com isso agora. Um detalhe me chamou atenção, foi alguém te informar qualidade de orixa sendo vc ainda abian. Só se diz qualidade com certeza depois de iniciada, antes disso é “possibilidade” apenas. Rrsrsrsrsrrss todos nós somos meio loucos mesmo, né? Então……. Mas orixa não enlouquece ninguém, pelo contrário, orixa nos faz nos encontrar com aquilo que somos de verdade. Minha Casa fica em São Gonçalo, RJ. Asé e felicidade. Baba Tomeje.

  3. Julia

    Baba Tomeje Muito obrigada pela sua resposta. Realmente nunca entrou na minha cabeça essa história que minha mãe me contava. Talvez ela tenha feito isso pra me pôr na cabeça os mesmos receios que ela tinha… Não sei bem ao certo. Quanto à qualidade da minha Orixá,logo apos a primeira manifestação fui conversar com o pai de santo do meu amigo e ele acabou fazendo um ritual pra mim,onde ele arriou uma canjica, me deitou numa esteira e chamou meu Orixa. Depois me desvirou e me levou pra sala de jogo onde ele viu a qualidade e disse que estava na hora de me dedicar aos meus santos. (Ele me disse que eu sou de Oxum Opara e Oxalufã, mas tenho Oxossi e omolu tambem) .Eu não sinto muita afinidade com o barracão dele (que é jeje) a ponto de querer me tornar uma filha da casa entende? O que tem feito uma confusão na minha cabeça também é isso. Não sei aonde nem por onde começar. Gosto muito do barracão onde minha tia e primas sao filhas (esse é Ketu) porem fica em outro Município. Extremamente difícil ir até la. Fora o jogo que é caro. As vezes penso que não tenho condições financeiras de ser do candomblé Rsrsrs tudo custa muito dinheiro e isso também me causa uma certa tristeza. Eu querer e nao poder entende..
    Gostaria muito de conhecer a sua casa, senti confiança em você, mas São Gonçalo é extremamente distante pra mim também… =(
    Estou no inicio da minha busca e me sinto muito perdida. A ansiedade está demais Rsrsrs
    Se você puder me indicar um barracão no município do Rj te agradeço imensamente.. Eu moro em Tomas Coelho.
    Mais uma vez obrigada pela sua gentileza e atenção.
    Asé

    1. tomeje

      Juila apesar de compreender que Jeje e Ketu dão “parecidos” em alguns aspectos e que no Ketu cultuamos algun Voduns, com nomes modificados, como por exemplo Obaluaywe, não compreendo alguém Jeje cultuar e chamar seus Deuses pelos nomes do Ketu.
      Em Coelho da Rocha tem o Opó Afonjá, bem ali pertinho da estação do trem, na dua agripina.
      Quanto a valores, vc tem toda razão, o candomblé está perdendo a noção de valores. Te interessa ir nesta indicação?

  4. Julia

    *** desculpe escrevi errado. Quis dizer ‘Oxum Iaponda’

  5. Julia

    Baba Tomeje, Um amigo meu me disse isso também, que no jeje Oxum seria Aziri, (por exemplo) mas ele me dizer dessa forma estaria errado? Visto que eu era de Umbanda e não conheco a fundo o africanismo..

    Quanto ao barracão que vc me indicou, preciso ver onde fica exatamente. Não conheço Coelho da Rocha, vou ver no maps se é acessível pra mim.Se tiver algum site vc pode me mandar o link?
    Tenho só mais uma duvida rs
    Quanto às entidades de Umbanda, como fica a nossa ligação com elas após a iniciação? Já ouvi de um pai de santo que seria necessário fazer um ritual de “encerramento” para finalizar qualquer missão que ainda poderia ter com elas.. isso procede? Ou existe a possibilidade de conciliar os dois lados?

    Muito obrigada novamente!
    Asé!

    1. tomeje

      Julia, eu sempre reclamo quando um segmento se utiliza de nomes de outros segmentos. acho que cada um deve usar os seus nomes e terminologias. Deixem os nomes de Orixas para os segmentos que cultuam Orixas. Mas não podemos apontar como erro, apenas um equívoco.
      O Opo Afonjá não tem um site, pelo menos eu não conheço.
      Sobre as entidades de umbanda, isso depende de cada Casa. Nas grandes Casas as entidades são cultuadas sim, mesmo que seja uma vez por ano e de forma bastante restrita aos filhos da Casa, não se deixa de cultuar. Afinal se vc tem uma entidade, por que deixar de cultuar. O que não vejo com bons olhos são as misturas demasiadas. Mas isso só depois que vc estiver numa Casa. Antes disso é especular e criar expectativas. Ase e felicidades. Baba Tomeje.

  6. Julia

    Olha, muito obrigada atenção e pela coerência nas suas respostas.
    Pena que seu barracão seja tão longe, mas.. quem sabe um dia eu consiga ir.
    O que você me indicou não é tão longe mas ainda assim é difícil de chegar, mas também vou aguardar uma oportunidade. Quando aos meus guias de Umbanda fico feliz em saber que não terei que deixa-los de lado, pois tenho um amor muito grande por todos eles, apesar de neste momento meus Orixás estarem se apresentando.
    Como sou cheia de dúvidas em breve trarei mais perguntas Rsrs
    Muito obrigada!
    Asé!
    Felicidades!

    1. tomeje

      Fique a vontade Julia, Asé e felicidades. Baba Tomeje

  7. Julia

    Baba Tomeje, boa tarde!!
    Estou aqui novamente com uma questão muito polêmica mas preciso muito de uma segunda opinião e confio na sua coerência.
    Estava discutindo com um amigo sobre as lendas dos Orixás e minha natureza questionadora se aflorou mais uma vez. Não sei se isso é bom ou ruim Rsrs
    Quando dizem que Orixá já viveu na terra e teve forma humana, isso me deixa muito confusa. Pois se no entendimento sobre o que é Orixá a definição que mais nos dão é : ” Orixá é a força pura da Natureza”, como pode um Orixá ter vivido como homem? Tudo bem, nós humanos fazemos parte da natureza mas não somos apenas energia também somos matéria densa. Quanto as lendas a respeito das quizilas me intriga muito que ninguém dê uma resposta que não seja baseada em lendas. Então o Candomblé se resumiria apenas em crer em lendas passadas de geração para geração? Não existe uma explicação racional para explicar determinados fundamentos? Eu creio muito nos Orixás e já tive provas de que realmente tenho essa energia que rege meu ori, mas não consigo levar as lendas ao pé da letra como miitos fazem. No meu entender as lendas servem para nos fazer compreender a essência dos Orixás, mas não acredito que elas tenham realmente acontecido. A natureza energética do Candomblé poderia ser explicada sem lendas e crendices? Acho que algumas coisas são tão ultrapassadas, tão arcaicas que não fazem o menor sentido pra mim. É como se eu adulta estivesse tendo a mesma explicação sobre algo que é dado a uma turma do maternal por ex. Rs
    Entendo que a lenda é essencial para o Candomblé. Como já disse tenho fé nos Orixás, mas não consigo imaginar eles vivendo em forma humana..
    Outra questão é : cada um nasce com um propósito e quem nasce com o propósito de se dedicar aos Orixás, caso não faça, essa pessoa fica doente? Porque é unânime. Quase todos os que conheço foram pro Candomble pela dor seja ela fisica atraves de uma doença ou um desequilíbrio mental/emocional. Essa pessoa que me disse isso quis deixar claro que se escolhemos isto antes de reencarnar então viemos ao mundo sem livre arbítrio neste aspecto da vida. Que uma hora o Orixá cobra e vc adoece, ou a vida fica bagunçada e tudo desmorona até que vc entenda os sinais e vá cumprir com a sua missão com eles. Isso procede?
    Desculpa o texto enrome!!!! Mas eu preciso compreender isso para me dedicar de corpo e alma. Eu sou muito questionadora e como já frequentei outras religiões e cada religião acredita que a sua verdade é a absoluta, o que fez com que eu visse que não existe na realidade uma verdade absoluta. O que existe é apenas afinidade com aquele ponto de vista.
    Te agradeço imensamente se puder me dar uma luz sobre essas questões.
    Asé!!

    1. tomeje

      Julia, é muito comum haver este questionamento no candomblé por que há muita informação desencontrada e parece que somos uma religião mágica, sobrenatural e cheia de efeitos especiais. Tantas outras religiões tem ou tiveram homens que tiveram vida na terra como líderes e nem por isso eles de ser importantes e “santificados” para os crentes daquela religião. Penso oque fizemos tantas misturas na nossa religião. Fizemos tantas fantasias de o que orixa é um ser sobrenatural que hoje é difícil desvincular essa ideia mágica da figura do orixa.
      As lendas tem um papel fundamental para todas as religiões e para o candomblé, que é um religião que nasceu ágrafa, é muto mais importante por que as lendas contam e não nos deixa esquecer os comportamentos, a importância de certo preceito, como é feito ou como não se deve feito um Orô ou reza. Enfim as nossas lendas tem papel educativo e educacional dentro da liturgia. Concordo que algumas coisas são antiquadas, mas a nossa religião é fundamentalmente familiar e valores familiares não mudam com o tempo. O modelo de família hoje é outro, mas continua sendo família, não muda. O problema é quando, como vc disse, tudo é explicado apenas pelas lendas. Há diversos assuntos cuja explicação não passa lenda ou pela tradição. Por exemplo o uso das folhas litúrgicas/medicinais ou o jogo de búzios ou mesmo a imolação. Estes assuntos tem ou podem ter (depende de quem está falando) explicações lógicas e nada de mágico.
      Quanto a “vida” que os orixas tiveram. É preciso compreender a época e o local onde se formaram estes conceitos. Talvez hoje em dia tivéssemos outras explicações, mas naquele tempo, no interior da África, esta foi a melhor forma de explicar o assunto. E por sermos uma religiao onde a oralidade é base do ensinamento e a família é a escola, não havia questionamentos e isso se solidificou como a verdade única e absoluta.
      Veja o exemplo do tema Abikú, esta era a forma como se explica a morte prematura de uma criança. Será que hoje podemos de fato falar em abikú? Hoje a maioria das crianças fadas a morrer no útero ou no nascimento sobrevivem graças aos avanços da medicina. Então não temos mais abikú ou Eles ficaram restritos a crianças que morrem ainda novinhas???? A ciência modificou este conceito. Mas isso é outro tema. Né?
      Se orixa teve vida como n´pos conhecemos ou foi um “ser” diferenciado ou se não teve vida é um assunto complexo mesmo e temo que discutir um pouco mais. Certo? Vamos? Asé e felicidades.

  8. Julia

    Boa noite Baba Tomeje! Obrigada por sua resposta. De fato, esse é um assunto complexo, mas com certeza vale a pena ser discutido e separar o que é e o que não é lenda. Mas compreendi sua explicação e já nao estou mais angustiada quanto a esse assunto Rsrs
    Quanto à questão das doenças você não me respondeu..
    Muito obrigada por estar me ajudando a compreender este universo lindo que é o Candomblé.
    Asé!!

    1. tomeje

      Júlia tu é de Oyá??? rsrsrsrsr agora estou apertado de tempo mas vou te responder sim, fique tranquila. Ase e felicidade. Baba Tomeje.

    2. tomeje

      Júlia estou tentando publicar aqui um texto da Yá Stella de Oxossi onde ela fala que o nosso texto base são os versos de Ifá. Tente na internet “movimento de aopioaos babalorisas, iyalorisas iyaonifas e babalawos”.
      Quanto a questão das doenças e a iniciação. É verdade, muitos falam disso, que se iniciaram por motivos de doença. Outros dizem exatamente o que vc colocou, que se a pessoa não se iniciar as doenças e má sorte vão fazer com que ela procure o caminho…. etc etc etc. Balela, conversa fiada. Há sim uns poucos casos em que a pessoa se iniciar por motivos de doenças, mas estas, raramente são de origem religiosa, é exatamente o contrário, a religião é que vai agir como cura em doenças pré-existentes.
      Vejo muita gente tratando nossa religião como uma fardo que a pessoa deve carregar para se punir ou pagar pecados. São pessoas que não se encontraram e talvez nunca se encontrem em religião alguma. O candomblé não se impõe, não exige, não maltrata, não pune. O candomblé indica caminhos a serem percorridos, vai do fiel crer ou não. Mas como em toda religião existem os mercadores, os vendedores de verdades e, estes, estão sempre no aguardo de alguém de quem possa tirar partido.
      Na minha opinião, ninguém se inciaria por dor, mas sempre por amor ao orixa. Tenho vários exemplos de pessoas que se iniciaram pelo amor. Não se deixe influenciar por estas invencionices. Asé e felicidades, espero ter ajudado. Baba Tomeje

  9. Julia

    Boa noite Baba Tomeje!
    Muito obrigada por ter sido honesto em sua resposta. Dificilmente vou achar um pai de santo assjm . Todos sem exceção, me colocaram mt terror em relação a minha feitura, uns dizendo que eu iria enlouquecer se não fizesse, outros dizendo que só vou melhorar minha saúde e minha vida em geral etc etc se decidisse por este caminho.
    Sei que muita coisa que acontece comigo, principalmente a minha dificuldade em equilibrar certos setores da minha vida, decorrem por um desequilíbrio energético mesmo. Isso eu sinto e acho que até mesmo um bori já me aliviaria muito. Mas realmente sempre achei que Orixá é amor e jamais vai nos “bater” pra nos fazer aceita-los. Mas ainda nao tenho total certeza de qual é o meu caso. Talvez este seja de fato o meu caminho, pois pra mim não tem explicação depois de mais de 30 anos de contato com a religião, somente agora passei a manifestar. E está até se tornando rotina. Vou numa saída, ou numa festa e PAh!viro no santo Rsrsrs
    E tenho amado sentir essa energia, apesar da primeira vez ter me assustado parecia q ia morrer Rsrsrs
    Meu dilema é justamente por eu querer ir por amor, e não por imposição entende.Não quero suportar o roncó e sim vivenciar com todo meu coração. Mas pra isso quero ir preparada pra tal. Saber tudo o que estou passando, saber tudo o que esta sendo feito. Ir com consciência. Com uma fe raciocinada, não cega. Não às cegas. O difícil é achar um pai de santo e uma casa que eu me afinize e sinta uma conexão. Muito difícil.
    Quanto a eu ser de Oyá: já me disseram a mts anos atrás que tinham 3 Iabas ” brigando” pela minha cabeça (me senti importante kkkk) Oxum, Oya e Iemanjá. Até hoje não entendi mt bem isso ( se vc puder me explicar..)
    Sei que hoje em todos os jogos só sai Oxum, e manifesta sempre quando está cantando pra Oxum em todos os xires q tenho ido. Então acho q é ela, mas vai saber rsrs
    Gratidão por vc estar sendo tão paciente comigo!
    Me sinto tão ignorada por pais de santo reais e agora tenho um virtual que me acalma o coração ❤
    Obrigada obrigada e obrigada!
    Asé!

    1. tomeje

      Julia fique sempre a vontade no blog, temos a boa vontade de ajudar os irmãos no que for possível. Mas tem uma coisa que me chamou atenção, vc diz que ” .Não quero suportar o roncó e sim vivenciar com todo meu coração. Mas pra isso quero ir preparada pra tal. Saber tudo o que estou passando, saber tudo o que esta sendo feito. Ir com consciência. Com uma fe raciocinada, não cega. Não às cegas. O difícil é achar um pai de santo e uma casa que eu me afinize e sinta uma conexão.”
      Concordo quando vc fala de vivenciar o roncó e não ir pela fé cega. Mas, saber tudo que está sendo feito é impossível, isso foge às regras da liturgia da nossa religião. N roncó vc deve estar em contato com a religião, com seu orixa e com vc. Não tem, nem deve ter contato com assuntos que não te dizem respeito, isso só traria expectativas desnecessárias e conflitos. Hoje a maioria faz o que vc está fazendo, vão em busca de informações e se por acaso as informações que por ventura lhes dessem a cerca da sua iniciação não estivessem de acordo com o que vc “aprendeu” em suas buscas???? Vc contestaria seu pai ou mãe de santo??????
      O idela é que vc procure um sacerdote que vc se sinta em paz e segura, seja abian e vá com calma nesta estrada que vai te levar a iniciação.
      Não queira saber de tudo agora, guarde e aguarde um pouco mais pelas surpresas do seu orixa. Ase e felicidades. Baba Tomeje.

  10. Julia

    Vou procurar o link no Google que você me indicou!
    Obrigada!
    Sua bênção!

  11. Julia

    Boa noite, obrigada baba tomeje!
    Para mim as vezes é complicado controlar minhas curiosidades, mas certamente, estando eu como abian onde quer que seja, eu respeitarei as regras. Não sou rebelde! Rsrs
    Apenas aprendendo a me comportar diante dessa nova experiência. Gosto de me aprofundar em qualquer coisa que me disponho a fazer. Mas serei disciplinada. ☺

    Felicidades!
    Asé!

    1. tomeje

      Julia, com toda certeza a curiosidade é que faz com cresçamos na religião, não deixe de ser curiosa, mas a grande chave é saber até onde se pode perguntar e a quem se pode perguntar e a hora de fazer as perguntas. Essa é uma dica de quem é curioso e aprendeu sofrendo na pele rsrsrsrsrs Nunca respeite regras absurdas ou degradantes, ok? Ser respeitoso depende da muito de ser tratada com o devido respeito. Não!!!! Não estou sendo contraditório na minha posição. estou sendo moderado e te explicando que o segredo é a moderação. Asé e volte sempre que precisar. Felicidades, Baba Tomeje

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