Coleção Historia Geral da África. 06 volumes

histo geral da africa

 

A nossa leitora e amiga MSC fez uma indicação de livros que deve ser visto e baixado por todos os interessados um cultura afro.

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16 comentários

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    • Maria em 16 de julho de 2014 às 16:14
    • Responder

    Motumbá,

    Tomeje, perdão por falar de um assunto que não tem a ver com o tópico, mas estava passeando por blogs e eis que me deparo com esse texto: http://correionago.ning.com/profiles/blogs/ao-povo-de-santo e resolvi pedir sua opinião.
    Achei o texto bem preconceituoso, principalmente no que diz respeito à homossexuailidade (com mais ênfase para a parte do texto que diz “À falta de uma orientação ética e critério seletivo na aceitação de novas pessoas no Candomblé. O homossexual masculino é um exemplo, pois boa parte deles vem por questões de modismos;”).
    Com todo respeito pelo testo e pela pessoa que o escreveu, pois se trata de um mais velho, discordo de muitas partes e gostaria de saber a opinião do senhor, Tomeje.
    Obrigada!
    Axé

    1. Maria eu vou ler com calma e vou retornar aqui para conversarmos, ok? Tomeje.

      1. Maria eu acabei de ler o texto e concordo com tudo que prof José Beniste propõe. A questão que vc destacou está inserida num contexto muito mais amplo que abrange a política, a tradição e a própria manutenção da religião. Não há nada contra o homossexual em si. Muito menos o homossexualismo vai acabar com a religião, nada disso. Mas é certo que um grande problema que temos hoje é a imagem que muitos deles passam da nossa religião, basta ver os jornais e programas de de tv onde estes se apresentam de maneira totalmente caricata, com trejeito e falas inadequados ao sacerdócio. Quando o prof falou de ética e critério ele está falando claramente, para quem vive a vida em terreiro, que esta ética e critério se dá durante o aprendizado na roça, é lá que o sacerdote vê muito claramente quem é filho do axé e quem não é, quem pode e quem não pode ser sacerdote. Mas devido a vários motivos, muitos se tornam sacerdotes em casas sem tradição alguma e saem por ai a corromper a religião. Maria o candomblé sempre foi festivo, mas comedido e sagrado. Hoje, em muitos candomblés já não se distingue mais o orixa de uma alegoria de carnaval, o sagrado do profano, a festa religiosa da festa de 15 anos. Te garanto que não foi nas grades Casas de Axé que foi aprendido isso. Maria, hoje, temos casas que são boates e pegação, isso se deve aos mais velhos não terem tido ética e critério de seleção sim, o que prevaleceu foi o dinheiro. Maria o homossexual masculino ou feminino no candomblé é normal desde de nascimento do candomblé. Mas se vc pesquisar vai ver que desde de 1980 a religião sofreu uma mudança brusca, fruto da globalização e modernização dos tempos e da liberdade (ou busca da liberdade principalmente pelos homossexuais que até hoje sofrem preconceito e discriminação), mas até então tínhamos homossexuais que não faziam da religião um palco, um show, eles eram declaradamente homossexuais, mais isso não afetava o sagrado. Hoje infelizmente vivemos um momento complicado onde o comportamento pessoal e privado e moral impôs ao sagrado uma forma nova de culto. Com “filhos” de orixas masculinos dançando com trejeitos femininos. Orixas que estão preocupados com a roupa e não com o sagrado. Maria em nenhum momento eu vi discriminação ou preconceito, o que eu vi foi um mais velho, sábio e respeitado, iniciado numa Casa tradicional colocando a cara a tapa e falando o que muitos silenciam ou fingem que não estão vendo. Estas questões estão muito acima de preconceitos ou discriminações, sei que vc não falou disso, mas existem outras óticas que devemos considerar neste assunto. Por exemplo: tem casa que confirma homossexual masculino como ekedji, isso pode? pai de santo vestido de baiana, maquiado e dando pinta na sala??? Maria eu declaradamente sou contra estes candomblés sem tradição e sem respeito ao sagrado, jamis levaria um filho carnal ou de santo num lugar deste. Mas como eu disse acima, estes lugares, boates e pegação estão se alastrando porque o povo que mesmo é a festa. Então não seria justo jogar a culpa em todos os sacerdotes homossexuais, isso seria generalização, mas é preciso que tenhamos sim critéri oe ética na escolha das nossas futuras lideranças, sem homo ou heterossexual, não importa.Axé. Tomeje.

          • Maria em 17 de julho de 2014 às 17:01
          • Responder

          Tomeje, o único problema que vi no texto foi trazer ao homossexual a culpa da dessacralização do candomblé. O fato de muitas casas não tradicionais terem se transformado em boate de pegação não tem a ver com a orientação da sexualidade dos devotos, o senhor não concorda?
          Isso me incomodou muito mesmo nesse texto, apesar de concordar com as demais partes. O foco não tem que ser aceitar ou não a presença de homossexuais (não somos cristãos, não vemos a homossexualidade como pecado – aliás, nem temos noção de pecado!), mas atacar a profanação e aalegorização do orixá, concorda?
          Axé

            • Tomeje em 17 de julho de 2014 às 18:47
              Autor

            Maria em parte eu concordo contigo no que tange não colocar a culpa disso que vivemos nos gays, isso não é correto mesmo, temos casas ruins que são dirigidas por héteros. Além disso, e como eu falei na minha resposta, gays comandam casas de candomblé há muito tempo. E isso comprova que o candomblé não discrimina ninguém, o que não se aceita é a bagunça o furdunço e o vale tudo.
            A título de história: Entre 1920 e 1960 mais ou menos, era muito comum que os baianos se referissem ao candomblé carioca como “degeneração do candomblé” porque muitos dos sacerdotes gays baianos vieram para o RJ para abrir aqui suas casas e fugir do preconceito das grandes casas e da sociedade religiosa baiana que não aceitava homens inciados para rodantes e muito menos homens inciados de orixa feminino, e muito menos ainda os gays rodantes, e aqui no RJ a sociedade aceitava mais esta situação.
            O problema deste trecho do comentário está base da religião Maria, está muito mais ligado a estrutura religiosa do que algum preconceito ou demonização dos gays no candomblé. Hoje aqui no RJ temos casas tradicionais comandadas por gays e são respeitadas e seguem uma trajetória impecável.
            O texto do Prof fala da necessidade da tomada de atitude por parte dos sacerdotes, depositários do saber religioso, em rever seus conceito e praticas, éticas e comportamentos. Por exemplo não fazer da sua casa um balcão de negócio e nem sair por ai dando deká a quem não tem cargo, mas vc deve saber que isso é pratica comum, basta que o sujeito/a tenha dinheiro para bancar as custas de grandes festas e grandes cachês que ele/a vai receber deká na sala com garçons e tudo mais, isso é comércio puro e simples comércio. E no final quem paga a conta é a religião.
            Infelizmente quando olhamos as casas de pegação, é uma realidade, e está sim se alastrando, a constatação é de que a maioria das casas que agem desta forma são dirigidas por homossexuais afetadíssimos que fazem da casa seu palco particular onde seus filhos o aplaudem e reverenciam. Mas que tem pouco a oferecer ao candomblé com religião e como manutenção de cultura.
            Eu vou falar pouco do assunto “Aceitação social X status que o cargo de pai de santo promove” porque pode gerar um outro debate em torno de oportunidades, escolaridade, preconceito social e outros temas que o envolvem. Mas é certo o fato que muitos dos gays que hoje abrem casas sem a menor condição de funcionamento o fazem para serem “respeitados pela sociedade religiosa”, mesma sociedade religiosa que em geral os colocam a margem, também é fato, pois não aceitam com naturalidade certos comportamentos dentro do axé.
            Maria, sou um homem esclarecido e sei que tudo que se fala de um gay se pode falar do hetero, mas quando falamos da nossa religião, postura é tudo, postura define quem é aceito e quem não é aceito neste mundo. Então não é uma questão de preconceito, é uma questão de não confundir o sagrado com o profano, a festa sagrada com a pegação, a imposição da personalidade do homem à do Orixa. E neste ponto quando eu citei pais de santo antigos, sem revelar nomes, vc perceba a diferença de comportamentos. Maria vc pode até falar que são reflexos do seu tempo e da sua sociedade, que o mundo evoluiu, que ninguém precisa ser castrado dos seus direitos. Ms me diga com verdade, vc já viu um Ogum dançando afeminado? vc conhece o orixa Ogum e sabe que Ele é bruto. Imagina um Ogum afeminado? Isso pra mim é falta exatamente o prof falou naquele trecho, falta de ética e respeito a religião, e isso minha cara amiga, com certeza absoluta, não se aprende nos grande axés, ms também não se pode dizer que seja exclusividade de gays. Complexo demais.
            Gosto muito deste tema e gostaria inclusive de ter outros participantes para promover um grande debate como fizemos uma vez no pgm de rádio que tínhamos e foi super produtivo. Axé, estas são minhas opiniões. Tomeje.

    • Maria em 18 de julho de 2014 às 09:07
    • Responder

    Tomeje, com todo respeito a sua sabedoria de mais velho, na minha opinião, quem denigre o candomblé (ou qualquer outra religião a qual pertença) não tem caráter nenhum. No RJ, se o senhor caminhar pela Av. Brasil, por exemplo, vai ver inúmeros muros pintados com dizeres do tipo “jogo de búzios – babalawo fulano” ou “faz-se amarração para o amor” e isso é denegrir o candomblé. É também por causa deste tipo de coisa que nossa religião é muito descredibilizada. Assim como algumas igrejas evangélicas que extorquem o devoto colaboram para que toda a comunidade evangélica seja malvista neste sentido, algumas práticas condenáveis fazem com que a nossa religião, que já sofre MUITO preconceito (inclusive historicamente), seja ainda mais malvista.
    O ponto é que devemos combater a prática deste candomblé que não é realmente o candomblé. E, acima de tudo, devemos condenar os zeladores que permitiram esse tipo de profanação.
    Ogum é conhecido por sua brutalidade, o senhor tem razão. Mas se Ogum dançar de um jeito afeminado na sua casa, o senhor vai permitir? Acredito que não, uma vez que o senhor é um zelador sério e competente. Entende o que eu quero dizer? Ou se algum homem feito de Oxum dançar com Oxum de um jeito bruto, o senhor vai permitir?
    Entende o que eu quero dizer?
    Enfim, é um assunto bem complexo mesmo.
    Mas uma das coisas que eu mais amo na comunidade do candomblé é que ela sempre acolheu quem estava à margem da sociedade (gays, negros, pobres, pessoas sem escolaridade, etc) e eu realmente torço pra que essa acolhida nunca deixe de acontecer.
    Axé!

    1. Maria com certeza esta acolhida nunca deixará de existir, mas como nós todos dissemos (o prof, vc e eu) é preciso que deixemos de lado os melindres e falemos claramente o que está errado no candomblé. Meu pai de Santo sempre fala que o candomblé não nos pertence, nós é que pertencemos ao candomblé. E neste sentido nós somos responsáveis pela imagem presente e pelo legado futuro que deixaremos para os nossos filhos.
      Hoje eu fui ao mercadão de madureira e chegando numa loja eu ouvi uma zeladora pedindo uma harpa para Logunede. Vc imagina Logunede usando harpa? O nome logun edé pode ser traduzido por : Senhor da guerra da cidade de Edé (ou outra cidade). Da para imaginar Logun com harpa????? Pediu também uma roupa completa para Yewá, e o vendedor lhe disse o seguinte: É só levar uma roupa de Omolu e encher de detalhes vermelhos e um adé vermelho, aquele alí, que usam para pombagira (fulana de tal) vai servir. Vc imagina pombagira com adê? Vc imagina zeladora se dirigindo ao balconista para saber o que Yewa veste??? Quando olhei os adês quase infartei. E os adês então! É um show a parte, carnaval perde.
      E isso é o mercado da religião, tudo muito caro e tudo definido pelo mercado financeiro e pelos produtores de artigos “religiosos” cada vez mais papagagaiados e coloridos, que dizem oque o orixa veste e que ferramentas ele deve usar. Mas este mercado é mantido pela ignorância e pela invenção de fundamentos. Podemos dizer que isso seja culpa de um grupo ou de uma orientação sexual????? Não de forma alguma. Mas quando olhamos os descendentes da grandes Casas de Axé, aqueles que ralaram nos Axé, que conviveram no Axé com a hierarquia, fica muito fácil distinguir quem tem e quem não fundamento, quem veio do Axé e quem inventou um axé folclórico. É por isso que não entendi o texto do prof como agressivo ou preconceituoso (vc não falou nestes termos), eu o vejo como um manifesto que devemos, no mínimo, parar e ler com calma e ver o que podemos colocar em prática. Veja por exemplo a criação da ANMA Associação nacional de Mídia Afro, essa ideia está contida no manifesto do prof. Muito do que fazemos na minha Casa e na Cas do meu Pai com palestras, cursos, explicações da cerimonia ou toque, está lá também. falta agora que um grande grupo se forme e diga publicamente que pessoas como Bruno de pomabgira, Marcelo do diabo, esqueci o nome do sujeito “todo maquiado que se diz de ogun” e tantos outros que só servem pra manchar a religião. Que estas pessoas não são reconhecidas como religiosos. Ms sabe um problema nisso? Muitos deles vão esfregar na nossa cara fotos com mais velhos prestigiados que foram as suas festas, e aí????? com ficamos???? Vamos caminhar juntos, sempre. Axé, Tomeje.

        • Maria em 18 de julho de 2014 às 14:18
        • Responder

        Concordo em gênero, número e grau com o senhor, Tomeje.
        É muito triste ver gente gastando 3 mil reais em uma roupa pro Orixá que parece mesmo alegoria de carnaval. É muito triste ver fio de conta que parece bola de bijuteria. E mais ainda, é triste dizer “sou candomblecista” e a primeira pergunta que fazerem ser “quantas amarrações você já fez?”. Tenho raiva toda vez que vejo alguém denegrindo minha religião, o senhor pode ter certeza disso. (Como, por exemplo, o Carlinhos SOS – que jogava búzios para prever os resultados da copa do mundo 2014). Me entristece demais.
        E nós precisamos combater isso sim. Mas de jeito nenhum combater com o preconceito!
        “Tamo junto” nessa luta 😉

        AXÉ!

        PS: quando for visitar meus familiares no RJ, posso visitar seu barração?!

        1. Axé, fique a vontade, será um prazer. Tomeje.

    • MSC em 18 de julho de 2014 às 18:36
    • Responder

    Boa noite, Tomeje. Não querendo me intrometer no assunto, mas já me intrometendo. Rsrs.
    Como o sr. e Maria disseram, este é um assunto muito complexo.
    Bom, eu li o texto do prof. José Beniste e também não tive a interpretação de que ele “culpasse” o homossexual por tantas questões que denigrem a imagem do Candomblé. Entendi esse tópico apenas como um ponto que ultimamente tem trazido sérios problemas à religião. E falando especificamente sobre a Bahia, o que posso dizer é que do pouco que já vi sobre isto por aqui é que de fato existe, e muito, a “afetação”, como o sr. mesmo disse. É homossexual querendo ser igual ou mais afeminado do que a própria mulher; que tendo um orixá masculino, quando está no momento do transe, dançando no barracão, você não consegue identificar a masculinidade do orixá, pois as atitudes do filho-de-santo prevalecem naquele momento quando, na verdade, o que deveria prevalecer seria o orixá, o que ele é e o que representa. Daí, só para reforçar, cito o orixá Ògún. Eu fico chocada ao ver um filho-de-santo deste orixá que no momento do transe dança no barracão com trejeitos femininos. Não consigo conceber essa ideia. Porém, acho magnífico quando o contrário ocorre, que consigo “enxergar”, sentir o orixá ali presente, como ocorreu recentemente, mas que era uma filha-de-santo de Ógún e que eu não conseguia vê-la com toda a feminilidade que ela possuía, mas sim o orixá forte, bravo, como o conheço dos ìtan.
    Também concordo com a citação da “ética e seleção”. Afinal, por que o Candomblé tem que aceitar tudo e todos? Não acho que deva, até por que é por essa benevolência toda que a religião é malvista pela sociedade. Se uma pessoa não se adequa às regras de uma determinada Casa, que ela seja convidada a se retirar. E sobre essa questão, creio que as Casas tradicionais tomem essa atitude, pois se não fosse a resistência das mesmas e a presença das Casas que delas surgiram não mais teríamos o Candomblé sério que ainda conseguimos encontrar. Tudo seria um espetáculo folclórico, desfile de escolas de sambas, etc, etc.
    Eu acredito e espero que o Candomblé continue evoluindo, no entanto, sem perder definitivamente a sua raiz.

    Só sei que o texto posto aqui por Maria dá muito “pano para a manga”. Rsrs

    Asè, Tomeje.

    • MSC em 18 de julho de 2014 às 18:43
    • Responder

    Correção: *escolas de samba…

    1. MSC, obrigado pela contribuição, vamos conversando, tem ainda muito tema complexo pra discutir. Axé, Tomeje.

    • MSC em 20 de julho de 2014 às 21:38
    • Responder

    Não há de quê, Tomeje.

    Mas complementando o meu comentário, deixo bem claro aqui que a meu ver o problema não é a opção sexual de ninguém dentro das Casas de Axé, até por que conheço pessoas que são homossexuais e que fazem parte de algumas Casas e que não sofreram e nem sofrem preconceito por parte dos seus irmãos e simpatizantes da religião. Mas, claro, isso também se deve ao comportamento que elas possuem perante a todos. O que questiono é a vontade de alguns quererem “aparecer” demais quando o mais sensato seria se portar de uma forma mais adequada perante a sua comunidade, a sociedade e, principalmente, aos orixás.

    No mais, que venham outros assuntos complexos para discutirmos aqui. Axé!

    • MSC em 20 de julho de 2014 às 21:54
    • Responder

    Aproveitando um dos tópicos do texto do prof. José Beniste, o que o sr. pensa sobre isto?
    “… Rever a rigidez hierárquica evitando os excessos no tratamento, para um relacionamento mais educado…”
    Eu ainda me surpreendo com algumas pessoas que por já serem mais velhas no axé tratam os mais novos, em especial os abian, como se não fossem nem sequer um ser humano. Acho um absurdo isso. Será que essas pessoas também não foram abyian algum dia?

    1. MSC a maioria dos meus textos fala disso, desse respeito devido aos mais novos e mais velhos. Mas olha, para ser muito sincero, já tive problemas sérios na minha Casa de Axé por conta disso, as pessoas não compreendem que a hierarquia não muda quando proporcionamos um ambiante menos formal ou menos rígido, e acabam se excedendo. Mas com toda certeza sou a favor do tratamento respeitoso e educado sempre. MSC, antigamente, desde a formação do candomblé até aproximadamente 1970, em muitas Casas a iniciação durava entre 03 e 06 meses, isso só o tempo recolhido na Casa de Axé, o abian nunca sabia o dia que seria a iniciação dele. Mas estamos falando de um tempo muito diferente e que, de certa forma, reforça aquele assunto de só iniciar mulheres, porque naquele tempo as mulheres não eram força de trabalho como hoje, a participação maior no trabalho era dos homens. Por isso as mulheres tinham mais tempo para a Casa de Axé. Pois bem, mas vc não está achando que durante este tempo a pessoa ficava em retiro espiritual, acha???? A pessoa era, literalmente, a empregada do Axé, uma faz tudo do Axé,e há muitos relatos de pessoas que lavavam, passavam, cozinhavam, enfim, faziam o serviço da Casa das mães de santo. Infelizmente isso ficou marcado e até hoje temos Casas onde os filhos são tratados assim, não é brincadeira! existem muitas Casas assim. Os filhos só servem para lavar a roupa do pai ou mae de santo. Este comportamento acabou gerando um revanchismo onde os mais velhos culpam os mais novos e descontam neles aquilo que passaram numa casa de axé. Isso e muito mais. E tem também os tais candomblés de beco (sem tradição sem cultura) que inventam regras e normas e fundamentos e são aquilo que sabemos ….. Em geral estes problemas são mais encontrados nestes candomblés. Quanto a rigidez hierárquica, no meu entendimento, ela deve existir sim, cada grupo deve se reunir com seus pares e discutir seus assuntos em separado, quando junta abian com yawo com egbami com oloyê, em geral dá fofoca pesada. Isso não quer dizer que estes grupos não se falem. Mas é preciso manter as distancias hierárquicas, isso protege e dá conforto a todos os grupos. Mas sempre pautado na educação. Um fator importante que tem sido observado nos candombles mais novos, principalmente os originários de Casas Tradicionais, e que tem mexido um pouco nestas regras rígidas e muitas vezes invetadas, é que o nível de escolaridade da nossa religião vem aumentando, e os candomblés mais tradicionais tem atraído a atenção das pessoas mais novas e mais esclarecidas que vão em busca de um candomblé sério e comprometido com a religião. Este movimento provoca uma cobrança maior por parte do abian e uma necessidade muito maior por parte do sacerdote em se educar e aprender a lidar com conflitos e perguntas desconcertantes sem ser grosso ou sem subir nas tamancas.Portanto, para mim, o segredo está em buscar a tradição do candomblé, lá vc será sempre bem tratado por isso faz parte da tradição. É claro que sempre tem um tio chato e um primo implicante, e os encostados, ms isso faz parte da “purificação da nossa alma” rsrsrsrsrsrsrsrsrssr. Axé. Tomeje.

    • MSC em 21 de julho de 2014 às 10:51
    • Responder

    Pois é, mas o tempo é outro, como o sr. mesmo disse, e muitos não se deram conta disso, não é, Tomeje? Então, só resta aos abiyan “purificar a alma”. Rsrs. Obrigada mais uma vez pelos esclarecimentos. Axé!!!!

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