Seus mestres.

Olá ááá!

Há quanto tempo, né?

Já faz algum tempo que eu estava pensando sobre dois assuntos que me deixam intrigado, e justamente nesses dias eu vi dois documentários lindos que me ajudaram muito.

Num deles, um violeiro falou o seguinte: Quer deixar o seu mestre contente? Sente-se ao lado dele e deixe ele te ensinar. Não faça perguntas, não queira aprender o que ele não quer ou pode te ensinar naquele momento. Sente-se e ouça. Mas ouça com o coração, seja atento a cada palavra e cada gesto do seu mestre. Deixe-se aprender pelo olhar e pela pele, deixe seu mestre falar.

Ao longo dos anos, aqui no blog, e no dia a dia, tenho visto que muitos chamam outros tantos de ” mestres” sem dar o devido valor que essa palavra tem. O mestre é qualquer um que te dispense um tempo amoroso para dividir seu saber sem a pretensão de ser mais que você, simplesmente ele divide e compartilha o saber, com a certeza de que um dia você sera o mestre.

Quer honrar seu mestre? Cuide do que aprendeu, não mude nada, não inclua nada, não omita nada, ensine aquilo que você aprendeu e assim seu mestre estará vivo em cada um dos que ouvirem e no fituro te honrarem com a repetição dos ensinamentos que um dia seu mestre te confiou.

Você ja deve ter ouvido que andar descalço na Roça e fundamento, e é mesmo. Que a natureza que nos rodeia está viva e que ela fala conosco o tempo todo. Talvez, nós, os desenvolvidos é tenhamos pedido a capacidade de ouvi-la. Por isso nossa religião é tão fascinante e rica e sábia em nos religar o tempo todo àquilo que realmente importa que a nossa ancestralidade.

Alguns estudos dão conta de que as florestas, todas as árvores, estão conectadas por uma rede imensa de energia e de impulsos que transmitem informações. Parecido com a internet. Há uma “inteligência” que cuida de cada folha e todas as folhas um modo de vida complexo que vive para a comunidade e não apenas para o indivíduo.

No programa globo rural de janeiro de 2020 eles falam exatamente disso. Dessa ligaçao invisível que une uma floresta e faz dela um unico ser. E foi isso que me deixou encantado por que há muitos anos eu me deparei com umas árvores que foram trazidas de um país de clima frio e foram plantadas aqui no Brasil. Mas na mesma época do ano que no seu pais de origem as suas ” irmãs” frutificavam, as daqui também frutificaram. Mas como? Misteeeeeeérios kkkkkkkk? Não, isso é o que hoje se sabe que as árvores tem ” memória” e além disso elas “aprendem”. O que muito mais do que semplesmente se adaptar.

Mas por que estou falando disso? Não sei.

Mas foi um trecho da fala de um mestre violeiro que motivou a escrever, ele disse.: Uma paineira, um cedro ou im jacarandá tem seu tempo pra ficar maduro, e só depois desse tempo, que não é o nosso tempo, é podemos fazer nossa viola e aprender a tocar a nossa musiquinha da nossa vidinha que tão curta, mais curta que o gaio duma flor.

Honre sua vida, seus mestres, seus ancestrais e o chão que você pisa.

Babá Tomeje. Dezembro de 2021.

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