Ervas de Ewá

                     

 

  Ervas de Ewá

O material abaixo foi retirado do site abaixo citado por se tratar de um trabalho sério e confiável. Agradecemos a pesquisadora Jurema de Oxum.

Candomblé
Jurema Oliveira  “Jurema D’Oxum”
Editora do seu Guia de Candomblé na Internet

Lembramos que podem ocorrer divergências entre a lista das folhas aqui publicas e as utilizadas em cada Casa de Axé. Desta forma, recomendamos que busquem maiores informações sobre o uso ou não de cada folha em suas Casas de Axé.

Teteregun / Cana do Brejo: Planta utilizada em obrigações de cabeça, ebori e banhos dos filhos. Excelente diurético, ajuda a eliminar pedras na bexiga, sífilis e inflamações nos rins. Ainda combate a arteriosclerose. A raiz em pó serve de cataplasma para hérnias, inchaços e contusões.

Ojuorô / Alface d’água / Erva-de-santa-luzia: Utilizada nas obrigações de ori e feitura de santo Tem uso medicinal como anti-sifilítica, antiasmática, anti disentérica, antiartrítica, anti-herpética, anti-hemorroidária, anti diabética, desinflamatória de erisipela, diurético, emoliente, expectorante, maturativa.

Arrozinho / Barba-de-S Pedro: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos. Na medicina popular é indicada como amaciante da pele, anti-inflamatório, diurético, expectorante, laxante, vomitiva.

Golfo de flor (qualquer que seja a cor): Planta aplicada em obrigações de cabeça, ebori e banhos dos filhos. O povo indica suas raízes como adstringente e narcóticas, mas lavadas, debelam a disenteria e, as flores, as úlceras e leucorréia.

Maravilha: Utilizada nas obrigações de ori relativas a Oyá ebori, lavagem de contas e feitura de santo. Não entra nos abô a serem tomados por via oral. O povo a indica para eliminar leucorreia (corrimentos), hidropisia, males do fígado, afecções hepáticas e cólicas abdominais.

 

4 comentários

Pular para o formulário de comentário

    • Sandra Regina em 3 de novembro de 2017 às 11:42
    • Responder

    Boa tarde,sou iniciada no Jeje Savalu,desde de 2005, sou filha do Orixá Omolu.E hoje estou indo pro Jeje Madri,eu gostaria de ter conhecimento profundo sobre o Jeje Madri e gostaria também de ter um profundo conhecimento sobre a entidade Tata Mulbo rainha das sete catacumbas seus fundamentos e como cuidar fico grata pela ajuda axé meu Kolofe

    1. Sandra Regina, seja bem vinda ao blog. Vamos com calma e por partes. Quando falamos em Djedje, estamos falando de Vodun e Vodun é uma espiritualidade diferente de Orixa. No Djedje até se cultua alguns Orixas sim, mas são considerados como agregados e não como parte do panteão Fon (Djedje). É uma história longa que não dá pra contar toda aqui no blog. Mas as terras Djedje e Yoruba são (ou eram) vizinhas, como bairros. E houve sim uma certa mistura entre essas culturas. Então no Djedje se cultua alguns Orixas e no Ketu forma incorporados ao panteão alguns Voduns como é o caso do Omolu, Oxumare, Nanã, Yewa´que na sua origem é Djedje e receberam estes nomes em terras yoruba e são cultuados no ketu. Precisaria de muito mais tempo pra discutir esses “sincretismos” como dizia o saudoso prof Jose Flávio Barros.
      Mas,vamos lá. Para conhecer profundamente alguma divindade leva muito tempo, é preciso estudar sua origem, no caso de Omolu, alguns pesquisadores afirmam que a origem do seu culto remonta o Dahome. Então é preciso conhecer um pouco desta cultura e das culturas djedje e Ketu. Não há grande diferença entre os djedje Savalu e Mahim (Marrim). O Djedje é absolutamente um culto familiar, tanto que nos referimos aos Voduns como “As Famílias de Dã, Heivoso, Sobô e outras”. Quando os escravos vieram para o Brasil, eles trouxeram estes cultos familiares e suas maneiras de compreender e cultuar estas divindades, m as no fundo são bem parecidos.
      O que vai mudar é a forma como a Casa que vc está aprendeu a cultuar o Djedje. Uma coisa que me chamou atenção é vc mencionar uma espiritualidade de Umbanda (Pombagira), Geralmente o Djedje é muito tradicionalista e não cultua entidades.
      Sobre fundamentos, eu só sei de um meio de aprender, é o convívio na Casa de axé. Não confie em internet e nem livro que não sejam de autores sérios e respeitados e com pesquisas sérias. O caminho é aprender na Casa sempre, ser fiel ao seu axé e a sua Casa, só assim vc aprenderá. Ase e felicidades, Baba Tomeje

    • Chérie em 23 de fevereiro de 2018 às 21:13
    • Responder

    Ola Baba voltei!!!
    Queria saber de tem alguma oya igbale que caminha com iemonja?
    nao fico sem lhe perguntar por muito tempo rs
    Ase

    1. À todos os leitores do blog, pedimos desculpas pela longa ausência, mas nosso blog este com problemas técnicos.
      Chérie, fiquei com saudade do trabalho aqui no blog, acredita nisso? kkkkkkkk. As igbales, me refiro às subqualidades de Oya Igbale, como por exemplo Bagã, são controversas por que em muitas Casas elas não são cultuadas, cultua-se apenas Oya Igbale e ponto. Porém em um muitas outras essas Oyás não vistas como subqualidades de Oya Igbale e sim com Oyás independentes. entendeu??
      A questão que sempre vem à minha cabeça é o caso por exemplo de 02 Oyas Igbale. Oyá Bagã é dito pelos antigos, não tem cabeça. Mas esse termo sem cabeça, se refere a não ter filhos, não pegara cabeça de ninguém e não a ideia literal de que esta Oya não possui cabeça. A outra é Oyá Egunita, que hoje é cultuada como qualidade, mas que seria o nome do terreiro e digina de um famoso sacerdote aqui do Rj dos anos 50.
      Eu nunca ouvi falar de Oya Igbale com nenhuma relação com Yemonjá meu irmão. Ase e felicidades.

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

error

Enjoy this blog? Please spread the word :)